SEEB-MT critica manutenção de juros abusivos e alerta para impactos à popu
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026.
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SEEB-MT critica manutenção de juros abusivos e alerta para impactos à população

29/01/2026


O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT) destaca que mesmo com inflação desacelerando, o Banco Central escolhe penalizar população com juros em 15%. Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o Brasil segue no topo do ranking mundial de juros reais (o resultado da taxa básica menos a inflação), hoje em 10,09%, superando a Rússia (8,17%) e a Turquia (6,43%).

Para o presidente do SEEB-MT, João Dourado, os juros altos penalizam a população, que paga mais caro pelo que compra, pelo crédito que contrai nos bancos, e fica com menos dinheiro para gastar e movimentar as empresas. Com o anúncio do dia 28 de janeiro, a autoridade monetária manteve, pela quinta vez consecutiva, a Selic em 15% ao ano - maior índice desde julho de 2006, portanto em quase 20 anos. 

 “O que o Brasil precisa não são juros abusivos, mas sim de recursos para investir na indústria, no setor produtivo, nas empresas que promovem tecnologia, mas que estão sendo prejudicadas diretamente pela política monetária praticada pelo Banco Central”, reforça o presidente do Sindicato, João Dourado. 

Cada 1% de aumento na Selic acrescenta em R$ 50 bilhões os gastos públicos com os títulos. E, segundo dados do próprio BC, no período de doze meses, concluído em setembro, os gastos da União com os juros desses papéis alcançaram R$ 984,8 bilhões (7,98% do PIB). No mesmo período do ano anterior, os gastos foram de R$ 819,7 bilhões (7,11% do PIB).

Divulgação mais recente da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que, em outubro, 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas. Desse total, 30,5% informaram que estavam com as dívidas atrasadas e 13,2% que não teriam condições de pagar as parcelas.

O principal argumento do Copom para manter a Selic elevada é a necessidade de trazer a inflação para a meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p), para cima ou para baixo. Portanto, não podendo ultrapassar 4,5%.

Entretanto, o país não tem enfrentado pressões inflacionárias significativas. Pelo contrário, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial divulgada pelo IBGE nesta terça (27), mostrou alta de 0,20% em janeiro e, no acumulado do ano, de 4,50%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância.

Além disso, nos últimos dois anos o Brasil vem registrando índices de inflação menores que as médias registradas desde o Plano Real, implementado há três décadas.
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