Crédito: Gerardo Lazzari/Seeb SP
O Itaú Unibanco não aceitou a reivindicação da Contraf-CUT e se negou a
pagar a PLR cheia para todos os seus funcionários. A negativa do banco
aos trabalhadores foi anunciada na negociação desta quarta-feira, 10,
ocorrida na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O movimento sindical manteve a reivindicação de pagamento integral da
PLR para todos os bancários, alcançando o teto de 2,2 salários limitado
a R$ 14.696. O banco, no entanto, insiste em sua proposta, que definiu
o pagamento da PLR no teto a apenas 46% dos trabalhadores, que estão na
faixa salarial de até R$ 2.836.
"O banco adota uma postura de desrespeito com seus funcionários ao
insistir no pagamento de uma PLR menor que a do ano passado mesmo com o
crescimento do lucro", afirma Carlos Cordeiro, presidente da
Contraf-CUT. Ele lembra ainda que a empresa vem utilizando o chamado
turn-over para fechar postos de trabalho, diminuindo o número de
funcionários.
Os números do Dieese demonstram ainda que o montante destinado pela
empresa para o pagamento de bônus para os altos executivos cresceu 86%
entre 2008 e 2009, passando de R$ 121 milhões para R$ 225 milhões. "O
banco demonstra só ter interesse em valorizar seus altos executivos,
desrespeitando os funcionários. Não podemos aceitar essa distorção",
afirma Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos
Empregados do banco (COE Itaú Unibanco).
O Dieese também questiona o volume de recursos destinado pela empresa
para o pagamento de dividendos para acionistas. O banco provisionou R$
3,4 bilhões para essa finalidade, mas, por lei, os acionistas têm
direito a receber 25% do lucro líquido, o que corresponde a R$ 1,8
bilhões.
Outros problemas
Os trabalhadores também cobraram do banco solução para problemas
ocorridos nos pagamento dos programa próprios de remuneração da
empresa. Diversos funcionários questionaram os valores recebidos em
programa como o Agir e o RR.
Um dos problemas atingiu os gerentes que atuavam no Unibanco que
passaram a trabalhar depois da fusão com a plataforma do Itaú (Programa
Agir). Estes empregados foram pagos pelo programa do Unibanco (RR), que
deixou de vigorar. Com isso, muitos bancários que já trabalhavam com o
Agir há vários meses, receberam sua remuneração com base no modelo do
RR, resultando em valor inferior. A empresa não deu resposta para a
demanda.
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