Levantamento feito pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do
Estado de São Paulo (Procon-SP), órgão vinculado à Secretaria de
Justiça e Defesa da Cidadania do Estado, mostra que as taxas de juros
cobradas pelos bancos no empréstimo pessoal e no cheque especial se
mantiveram inalteradas no início de março, na comparação com fevereiro.
A pesquisa inclui dez instituições financeiras: Banco do Brasil (BB),
Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real,
Safra, Santander e Unibanco.
O levantamento, feito dia 2, já é o quinto consecutivo sem indício de
queda de juros nos empréstimos pessoais. No caso do cheque especial, é
o terceiro mês sem alteração.
No empréstimo pessoal, a taxa média cobrada pelos bancos se manteve em
5,17% ao mês para os contratos de 12 meses, mesma taxa de fevereiro. A
única alteração de taxa de um mês para outro foi a do Bradesco, que
elevou os juros cobrados nas operações de empréstimo pessoal de 5,34%
para 5,37% ao mês ? acréscimo de 0,03 ponto porcentual.
A maior taxa cobrada para operações de empréstimo pessoal é do Itaú e
do Unibanco ? 5,86% ao mês. Na outra ponta está a Caixa, com 4,39%.
No cheque especial, a taxa média dos bancos pesquisados manteve-se em
8,79% ao mês. O Safra está no topo do ranking do Procon ? 12,30% de
juros ao mês. A Caixa é a que cobra a menor taxa também no cheque
especial, com 4,39%.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central tomou a
decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano,
patamar inalterado desde julho. A tendência, segundo os analistas, é de
elevação da taxa Selic nos próximos meses, diante da perspectiva de
elevação da taxa de inflação.
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