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05/03/2010 09:36
BANCO RURAL
Banco Rural fecha 2009 com lucro de R$ 50 milhões

 Valor Econômico
Fernando Travaglini, de São Paulo


O Banco Rural continua intenso trabalho de readequação de suas atividades, com redução de despesas e otimização das estruturas internas, como a centralização do "back-office" em Belo Horizonte. O objetivo é recolocar o banco na trilha do crescimento depois do forte baque sofrido com a crise do mensalão, em 2005, logo na sequência da quebra do Banco Santos, em 2004. Os dois eventos derrubaram a carteira de crédito da instituição de R$ 5 bilhões para R$ 400 milhões.

A recente crise internacional, no entanto, acabou colaborando com a nova estratégia. Isso porque a carteira de crédito alocada no balanço passou de R$ 1,05 bilhão, em dezembro de 2008, para R$ 1,85 bilhão no fim do ano passado. A explicação é que o banco estava preparado e com dinheiro em caixa, o que permitiu acelerar as concessões e recuperar fatia de mercado, avalia João Heraldo Lima, presidente do banco.

A maior evolução se deu na carteira de crédito corporativo, que chegou a R$ 1,45 bilhão, contra R$ 500 milhões em 2008. "Encontramos espaço para crescer e reconquistar clientes antigos", diz Vinicius Samarane, vice-presidente administrativo.

Dessa forma, a participação dos empréstimos de pequenas e médias empresas passou a representar 80% do total da carteira, enquanto o estoque de crédito consignado se manteve praticamente constante.

O banco registrou ainda queda na inadimplência, de 7,6%, em 2008, para 2,5% em 2009, fruto, também, do aumento do estoque de linhas.

Para este ano, o objetivo é registrar nova expansão das concessões, da ordem de 50%, completa Heraldo, tanto entre as empresas, quanto na pessoa física.

Para fazer frente a essa evolução, o banco recebeu mais uma injeção de capital dos acionistas. Em janeiro deste ano, foi feito um aporte de R$ 25 milhões, que se soma aos R$ 100 milhões colocados no fim de 2007. Com a nova integralização, o índice de Basileia sobe para 12,75%, permitindo o crescimento vislumbrado pela administração, afirma José Roberto Salgado, vice-presidente operacional.

O lucro líquido da instituição atingiu R$ 49,851 milhões, ligeira queda em relação ao ano anterior (R$ 50,854 milhões). O patrimônio líquido ficou em R$ 387 milhões, do qual decorre a rentabilidade de 12,7%. A captação cresceu 42% no ano. "Estamos nos preparando para um salto no futuro e talvez até abrir o capital", diz Heraldo.

 
FONTE: Valor Econômico
 
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