O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso protocolizou
ontem (2) no Ministério Público do Trabalho e na Superintendência Regional do
Trabalho, uma denúncia contra o Banco do Brasil devido a irregularidades
realizadas pela gestão do Centro de Suporte Operacional de Brasília.
A
denúncia foi realizada devido o Banco do Brasil ter anunciado que a partir de dezembro
de 2009 estaria extinguindo a Plataforma do Centro de Suporte Operacional –
Cuiabá (CSO). Este setor está localizado em Cuiabá e é vinculado ao Centro de
Suporte Operacional em Brasília-DF, sendo responsável pelo cadastro,
fiscalização, estudo de operações de crédito rural e urbano. Com a medida,
todos esses serviços seriam centralizados em Brasília.
Porém,
em janeiro de 2010 as atividades na Plataforma CSO Cuiabá não se encerraram, ocorrendo
o contrário, pois a demanda setornou
ainda maior, fazendo com que o Banco não extinguisse a mesma.
E desde janeiro, os empregados do BB que ficaram em
Cuiabá continuam a realizar os serviços de cadastro relativos à Plataforma. A
própria superintendência reconheceu que o Banco do Brasil precisava que o
Centro de Suporte Operacional do Distrito Federal resolvesse um problema de
cadastro de contas do Estado da Paraíba. Percebendo que em Mato Grosso estava
tudo pronto, o Banco definiu manter a Plataforma em Cuiabá realizando esses
trabalhos.
Dessa forma, as atividades continuaram normalmente,
mas a
direção do BB em Brasília, apesar de não ter encerrado as atividades na
Plataforma Cuiabá, de forma unilateral, suspendeu o pagamento da comissão da
remuneração dos funcionários e retirou seus cargos, mesmo estes tendo
permanecido trabalhando no local.
A
norma interna do Banco só permite nesses casos a retirada de cargo comissionado
ao funcionário que está lotado em dependência que sofre redução no
quadro de comissionados ou que é desativada.No
entanto, em relação aos funcionários da Plataforma CSO em Cuiabá nenhum dos
casos ocorreu.
Devido
a essa unilateralidade do Banco, prejudicando os funcionários da Plataforma de
Cuiabá, o Sindicato ofereceu denúncia ao Ministério Público do Trabalho e à Superintendência
Regional do Trabalho em Mato Grosso solicitando intervenção destes na forma da
lei para que o Banco cumpra seus próprios normativos internos, assegurando aos
funcionários da Plataforma CSO de Cuiabá o direito da comissão e do cargo,
tendo em vista estarem ainda atuando na mesma atividade e no mesmo local.
“A direção do BB não pode descomissionar
trabalhadores e os mesmos continuar exercendo a mesma função e no mesmo setor. Enquanto
estiverem trabalhando na Plataforma de Cuiabá, os trabalhadores devem receber
suas comissões normalmente, como determina a norma interna do banco”, comenta o
diretor do SEEB-MT e funcionário do BB, Alex Rodrigues.