As mulheres brasileiras têm
conquistado ao longo da história inúmeros direitos. Escolher a profissão,
votar, poder optar por uma vida em que se prioriza a carreira, escolher quando
e como ser mãe, vestir o que quiser e se relacionar com pessoas escolhidas por
ela mesma e não pelos pais, são algumas dessas vitórias. No entanto, ainda
persiste a desigualdade de remuneração entre mulheres e homens. O Sindicato dos
Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro e de Mato Grosso
(SEEB-MT) está lutando por mais igualdade entre os indivíduos, independente do
gênero.
O dia 8 de março, data em que se
comemora o Dia Internacional da Mulher, é um momento de comemoração e reflexão
acerca dos avanços conseguidos pelo gênero e do caminho a ser trilhado.
Principalmente, em relação a remuneração. O movimento sindical tem lutado para que o
salário das mulheres seja equiparado ao dos indivíduos do sexo masculino, pois
infelizmente essa ainda é uma realidade do mercado de trabalho: elas ainda
ganham menos que eles.
A licença-maternidade de 180 dias foi
uma vitória conquistada com muita mobilização e discussão. O SEEB-MT está
trabalhando para ampliar os direitos e benefícios de toda a categoria,
inclusive das mulheres. O auxílio creche-babá, um dos itens conquistados em anos
anteriores, garante tranqüilidade às trabalhadoras para exercer suas
atividades.
História
- Há 100 anos,
durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague,
Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional da mulher.
A escolha do 8 de março ainda gera polêmica.
Os registros históricos indicam que
seria uma homenagem à iniciativa de operárias russas que nessa data realizaram
uma greve contra a fome, a guerra e o czarismo. Porém, durante décadas a
história de que a referência seria a morte, em 1857, de 100 tecelãs
norte-americanas em greve pela redução da jornada de trabalho, vítimas de um
incêndio criminoso, serviu como referência.